
Nascida em Nazaré, na Galiléia, a Santíssima Mãe de Deus para ser mãe de seu filho Jesus. Filha dos nazarenos Joaquim e Ana, seu pai era sacerdote israelense em Nazaré, e descendia de Davi e de Rute, de cuja descendência, conforme a Profecia, viria o Messias. Sua mãe, quando se viu grávida, e pensando que daria à luz um menino, fez voto de doá-lo e consagrá-lo ao Templo, porque somente homens serviam aos santuários. Seu pai faleceu antes do nascimento da filha, mas cumprindo a promessa, aos três anos de idade sua mãe levou-a para os guardiões do Templo de Jerusalém, para decidirem sobre o destino da menina que, pelo voto da mãe, deveria ser Consagrada e Apresentada a Deus. Os guardiões do Templo de Jerusalém aceitaram os argumentos da mãe e designaram Zacarias, esposo da sua tia, Elizabete, irmã da mãe dela, para tutelá-la. Aparentemente teve uma infância normal, alegre e tranqüila, como de todas as crianças meninas de sua época, cercadas pelos carinhos e atenções e com o passar dos anos tornou-se uma bela moça. Por influência de sua educação monástica, desenvolveu grande interesse pelos rolos de papiros da Escritura Sagrada, que eram guardados na sinagoga e lidos e discutidos nas reuniões semanais dos judeus de Nazaré. Assim foi desenvolvendo um extremo senso de religiosidade e ganhado a crença de que Deus a escolheria dentre as mulheres, para uma missão divina aqui na Terra. Ao completar 12 anos de idade, pelas leis judaicas, adquiriu o gedulah, ou seja, já estava legalmente autorizadas para se casar. Sua mãe veio de Nazaré a Jerusalém e, ao regressar, levou a filha para passar alguns dias com ela. Em Nazaré um parente dela, José, um homem honesto mas bem mais velho do que ela, carpinteiro de profissão, filho de Jacó e descendente de Davi, pediu-lhe em casamento, o que foi aceito por sua mãe. Ela rejeitava a idéia de casamento, pois sempre ouvira no Templo de Jerusalém, que o Messias nasceria de uma virgem da genealogia de Davi, e assim pretendia permanecer pura para os planos de Deus. Não podendo contrariar a família, ficou noiva de José aos catorze anos e voltou para Jerusalém após noivado ser anunciado. Enquanto José permanecia em Nazaré, trabalhando para obter o necessário, a fim de constituir o novo lar, em Jerusalém, no Templo, ela continuava a orar fervorosamente a Deus. Segundo os relatos bíblicos, diante de sua santidade e pureza, Deus tomou-lhe para ser a mãe de seu Filho, na sua condição humana, o futuro Jesus Cristo, e por ação direta e exclusiva do Espírito Santo, ficou grávida naquele momento, condição de mãe virgem! Grávida antes de se casar, suportou a desconfiança de seu esposo e correu o risco de ser apedrejada, conforme mandava a lei daquela época. Em meio a desconfianças naturais da natureza humana, José convenceu-se de sua gravidez celestial e a desposou antes que sua condição de solteira grávida se tornasse pública e mantendo-se intocada até o nascimento do filho divino. Alguns meses após, de passagem por Belém, e sem obter hospedagem mais digna, ela deu a luz ao Filho de Deus, em uma manjedoura, provavelmente no subsolo de uma hospedaria, aos 16 anos de idade. Estava, assim, constituída a Família Sagrada: José, Maria e Jesus. Oito meses depois receberam a visita dos três Reis Magos que vieram do Oriente, orientados por uma estrela divina, para adorar o Menino-Deus e trazer presentes. Os bíblicos três presentes, ouro, incenso e mirrra, este conhecido como o aroma dos deuses, eram na realidade as oferendas mais valiosas e representativas daquela época. De alguma forma os famosos Reis Magos bíblicos sumiram tão rapidamente como apareceram no Evangelho de Mateus, e a tranqüilidade da família duraria pouco. Herodes, Governador da Judéia nessa época, ao saber da presença dos orientais em Belém para adorarem o recém nascido e futuro Rei dos Judeus, segundo a Escrituras, com medo de perder o poder e desconhecendo o paradeiro de tal criança, ordenou a matança em Belém e arredores, de todos os menores de 2 anos de idade. Porém antes de ser atingida pela trágica decisão, e Sagrada Família seguiu para o Egito, onde permaneceu por cerca de 6 meses, até a morte de Herodes. Assim ela, o esposo e o filho, voltaram para a Palestina e decidiram morar
Dogmas Católicos Romanos de NOSSA SENHORA
O dogma da virgindade perpétua foi definido pelo Concílio de Constantinopla II (553), O dogma concebida e nascida sem pecado foi promulgado pelo Papa Pio IX (1854). A Assunção, doutrina segundo a qual teria subido aos céus em corpo e alma, foi promulgada pelo Papa Pio XII (1950).
A PASSAGEM DE MARIA PARA A ETERNIDADE